quinta-feira, 1 de julho de 2010

Alexandre Callegares


Roteirista, ator e diretor, ele ultrapassou as criticas e a descrença daqueles que se levantavam contra seus projetos e despertou sentimentos positivos do público, de seu elenco e dos críticos. Ganhou confiança, abriu portas e provou que o primeiro passo para ser grande é sonhar. Foi um menino que sonhou e hoje é um homem que os realiza!

Com determinação e força de vontade, o diretor do Grupo Até Quando saiu de oficinas e cursos de teatro, para realização de um trabalho grandioso com seus toques e suas criações. Com magia, a arte tornou-se realidade e pela sua entrevista fica nítido que foram dois ingredientes utilizados para o sucesso: A indignação ao silêncio diante de tantas injustiças e sua paixão à Arte.

ENTREVISTA

Quando e como foi sua descoberta ao mundo das artes?

Tinha 15 anos, foi quando comecei a fazer teatro, ia de Guarulhos pra São Caetano, sem grana, nem comida, foi bem difícil no começo, eu não sabia quase nada, depois o tempo passou e graças a Adriane Galisteu eu consegui estudar numa escola de um diretor lá do SBT, o Nilton Travesso, depois fui pros Menestréis fazer os musicais do Oswaldo Montenegro, me interessei pelo gênero e entrei na Cia La Vie Boheme, onde participei da montagem do espetáculo RENT e posteriormente Grease, no La Vie fiquei muito amigo da Aurea, nossa produtora e ela me levou para o Núcleo Cênico do Projeto Bazar, onde participei do processo de montagem da peça Sexo Verbal durante a montagem de A Missa do Galo e to aí tentando fazer musicais até hoje.



E qual a diferença daquele menino de 15 anos para o homem de hoje?

Sou o mesmo Ale sonhador daquela época, sempre querendo ser grande, correndo atrás dos sonhos, só que agora descobri que só quero levar comigo quem me faz bem. E hoje é assim, só carrego comigo quem me quer bem.



Já realizou algum sonho?

Sim, já realizei e na verdade todo dia realizo um.



Como surgiu o Grupo Até Quando?

Surgiu no momento que eu me toquei que tinha cansado de brincar de teatro, eu queria realmente usar ele como ferramenta pra passar minha mensagem, minha indignação com o mundo. Eu queria me limpar por dentro e queria fazer as pessoas acordarem. E nenhuma peça já pronta tinha a mensagem que eu queria. Conclusão: montei a minha!



Quais são essas indignações?

Na época era o fim de um namoro, mas que serviu pra abrir meus olhos e ver quanta podridão existia em volta de mim, cansei de ficar parado vendo as coisas acontecerem e eu ali, sem fazer nada. Acho que naquele momento mudou muita coisa dentro de mim, eis que surgiu um Ale muito mais confiante do próprio potencial.



Hoje com o “Até Quando?” já indo para segunda temporada, você acho que resultou em algum efeito?

Não sei, é muito difícil saber se o resultado está surtindo efeito, afinal a gente tá falando de arte, e parafraseando o Deto Montenegro: ”Na arte dois mais dois pode ser cinco”. Tenho certeza que tocamos muitas pessoas, mas se surtiu efeito só quem assiste que pode dizer. Espero que tenha feito efeito sim, e no fundo acredito que tenha feito, até porque estão surgindo cada vez mais pessoas talentosas interessadas no trabalho. A Aurea é um exemplo disso.



Falando em surgir, eis que esta surgindo o novo espetáculo do grupo, o "Há Traídos", para você existe uma ligação entre o “Até Quando?” e a esse novo espetáculo?

A única ligação é a loucura do diretor. A estrutura do Há Traídos é bem diferente do Até Quando, pra começar na catarse, a nova peça permite e pede entrega emocional nas cenas, bem ao contrário do Até Quando, essa diferença já é a maior de todas.



E daqui em diante, o que vai ser do Grupo Até Quando?

Pra ser sincero não sei. O grupo se “re-inventa” a cada instante, mas luto para que cada vez mais a gente se una e se fortaleça para que possamos ser muito bons naquilo que a gente faz, para que assim, muita gente ouça o que a gente tem pra contar e que a gente consiga mudar o mundo pra melhor.


ENTREVISTA REALIZADA 09/03/10 PARA O SITE DO GRUPO " ATE QUANDO? " ( www.grupoatequando.com.br )

( www.grupoatequando.com.br )

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